Blog de pesquisa e divulgação de cultura popular de raízes. Produtor Cultural CPC FUNDARPE, residente em Tracunhaém-PE "Cidade do Artesanato em Barro". CONTATOS: (081) 99338-0464 (Whatsapp) E-mail:gilsonxavierproducoesculturais@gmail.com, Facebook: https://www.facebook.com/gilsondoturismo (Gilson Xavier) e Skype: gilsondoturismo
26/04/2021
Fortalecimento do Bloco Rural Boneca Janaina da Alegria / LAB-PE 2020
A expectativa é que, assim que se encerrem as limitações impostas pela pandemia de covid-19, a agremiação possa fazer um lindo desfile carnavalesco. Pensando nisso, a Boneca Janaina, montada em tamanho gigante, superior a dois metros de altura, passou por uma manutenção no visual. O trabalho foi feito à mão, por um artesão, da cidade de Olinda, especializado neste tipo de obra de arte.
O porta-estandarte, símbolo principal do Bloco Rural Boneca Janaina da Alegria, também passou por uma remodelação. Também confeccionado à mão, a peça de arte feita em tecido aveludado, nas cores rosa, amarelo e vermelho, traz, ao centro do estandarte, uma versão da miniatura da Boneca Janaina, bordada em tecido, uma maneira de reafirmar a simbologia e a importância da agremiação na folia de rua. Além disso, o grupo cultural também adquiriu novos instrumentos musicais de percussão e revitalizou outros.
“Estamos muito animados e orgulhosos com o resultado da manutenção do nosso Bloco Rural Boneca Janaina da Alegria. Junto com a comunidade, buscamos unir esforços para pensar em cada detalhe. Tudo foi elaborado com muito carinho, trabalho e amor pela nossa cultura e tradição”, conta a vice-presidente da agremiação, Josilene Maria dos Santos.
O projeto de manutenção do grupo também proporcionou aos participantes a entrega do certificado de parceria. O documento, assinado pela diretoria, busca estabelecer o reconhecimento público, engajamento e importância dos brincantes e de toda à comunidade no trabalho de preservação, salvaguarda e memória cultural que é feito por meio do Bloco Rural Boneca Janaina da Alegria.
“Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, a união da comunidade, dos brincantes e do poder público, fez toda diferença para que alcancemos essa conquista. Somos um grupo de tradição e precisamos dessas parcerias para poder manter viva a chama da folia, arte e história de nossa gente”, afirma o produtor artístico e cultural do grupo, Gilson Xavier.
HISTÓRICO - A ideia de colocar o Bloco Rural Boneca Janaina da Alegria para desfilar no Carnaval surgiu da trabalhadora rural, Maria José dos Santos, conhecida como Maria Caboquinho. O grupo nasceu com a ideia de resgatar os antigos carnavais que aconteciam nos engenhos de cana-de-açúcar da região da Zona da Mata, organizados pelos trabalhadores rurais.
A agremiação, existente há mais de duas décadas, é composta por familiares de Maria José dos Santos, como filhos, netos, sobrinhos, e, também, por outros moradores da localidade. Para confeccionar as fantasias durante o carnaval, a comunidade promove, bingos. Uma maneira de assegurar recursos para que possa colocar o bloco na rua. Atualmente, a idealizadora passou por um problema de saúde, um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Apesar das limitações impostas pela doença, dona Maria faz questão de acompanhar de perto e dar todo o apoio para que a família não deixe a tradição morrer. Ao longo de toda a trajetória cultural, o Bloco Rural Boneca Janaína participou, além do carnaval, de vários eventos culturais, como o Festival de Inverno da cidade de Garanhuns (FIG), Projeto de Intercâmbio Cultural de Blocos Rurais, do Ministério da Cultura, Secretaria da Diversidade Cultural e Cidadania e Governo Federal, entre outros.
22/11/2020
COM INCENTIVO DO FUNCULTURA, CIDADE DE TRACUNHAÉM CONCLUI OFICINA DE NOVOS OLEIROS
A
formação, coordenada pelo produtor cultural Gilson Xavier Silva, aconteceu no
Ateliê do Mestre Zuza Batista, durante os meses de setembro e novem
bro,
obedecendo às normas sanitárias
Coordenada
pelo produtor cultural Gilson Xavier Silva, aconteceu no Ateliê do Mestre Zuza
Batista, durante 12 sábados entre os meses de setembro e novembro, obedecendo
às normas sanitárias: uso de máscaras, distanciamento e álcool em gel. “Aproveitando o espaço do
ateliê para aprendizagem com a preocupação em criar mecanismos que venham a
incentivar aos alunos a querer aprender, fazer, manusear o barro e criar suas
próprias peças utilitárias, religiosos e decorativos, o curso visou formar pessoas
interessadas nas técnicas de transformação do barro para a qualificação de
novos oleiros no município de Tracunhaém e na confecção de peças utilitárias e
decorativas. A oficina teve caráter técnico e de demonstração, ministrada pelo
pelo Mestre Artesão: José Edvaldo Batista (Mestre Zuza), pelo Oleiro Valdick
Graciano de Lima (artesão), pela professora Iranilda Maria Ribeiro
(coordenadora pedagógica) e Ronaldo José dos Santos (Assistente), ambos
tracunhaenses”,
31/10/2019
ESCOLA AGAMENON MAGALHÃES TRACUNHAÉM RECEBE AULA ESPETÁCULO DO CAVALO MARINHO ESTRELA DE OURO

05/09/2019
FALECIMENTO DO MESTRE ARTESÃO "ZEZINHO DE TRACUNHAÉM" - PATRIMÔNIO DE PERNAMBUCO.
O ceramista José Joaquim da Silva, "Zezinho de Tracunhaém", Morre aos 80 Anos, na cidade do Recife-PE (04/09/2019), fez da arte santeira a sua expressão maior, tornando-se um dos mais importantes artistas populares do Brasil, fonte de inspiração e mestre de dezenas de artesãos, tendo obra escultórica encontrada em acervos de igrejas, museus e coleções particulares, como o Museu de Arte Contemporânea (PE), Museu Casa do Pontal (RJ), Palácio do Planalto e em outros espaços no Brasil e Exteriores.
Nasceu no dia 5 de julho de 1939, no município de Vitória de Santo Antão-PE. De família humilde, foi criado no corte da cana-de-açúcar e até os 21 anos de idade esse foi seu meio de sobrevivência, trabalhando em engenhos da Região Mata Norte de Pernambuco. Conheceu sua mulher, Maria Marques, em Chã de Alegria-PE e com ela fugiu porque o sogro não queria ver a filha casada com um trabalhador da palha da cana. Casaram na igreja matriz da cidade e retornaram para Chã de Alegria-PE. Acompanhou o sogro, quando este se mudou para a cidade de Nazaré da Mata-PE e lá começou a trabalhar como ajudante de pedreiro. Em uma eventual viagem à vizinha TRACUNHAÉM-PE, o jovem pai de família se deparou com a produção cerâmica dos artesãos do município e ficou fascinado. Ganhou de Lídia Vieira - pioneira e uma das mais notáveis artistas da cidade - um punhado de barro. “Sentir o barro nas minhas mãos, foi uma sensação de eu nunca mais vou esquecer em minha vida. É como escutasse uma voz vinda de dentro dizendo: trabalhe”, recorda o mestre, Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2007. Postagem: Gilson Xavier (Produtor Cultural) - Tracunhaém/PE






